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O atacante Neymar, uma das estrelas do futebol brasileiro, foi diagnosticado com uma lesão de grau dois na panturrilha. A informação foi divulgada pelo médico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rodrigo Lasmar, em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (28).

Especialistas alertam que essa lesão é mais grave do que um simples edema muscular, que era o diagnóstico inicial fornecido pelo Santos FC, seu clube atual. Devido a essa condição, Neymar estará fora dos jogos amistosos preparatórios para a Copa do Mundo, que começará oficialmente em 11 de junho.

Apesar da expectativa de Lasmar de que o jogador se recupere em duas a três semanas, especialistas consultados pela VEJA SAÚDE afirmam que esse tipo de lesão pode levar até um mês e meio para uma recuperação completa. Além disso, é necessário um retorno gradual às atividades após o tratamento.

O médico do esporte Warlindo Neto, que já atendeu equipes brasileiras nas Olimpíadas, ressalta que o tempo de recuperação depende da extensão da lesão e da evolução individual de cada paciente. O acompanhamento diário e a reabilitação sessão a sessão são essenciais para garantir uma recuperação adequada.

Neymar poderá jogar na Copa do Mundo?

O médico do esporte Páblius Braga, do Hospital Nove de Julho, afirma que a lesão pode limitar a participação de Neymar na Copa do Mundo. O primeiro jogo do Brasil está agendado para 13 de junho, e é provável que Neymar ainda esteja em tratamento nesse período.

Embora a equipe de fisioterapia que o atleta possui seja altamente qualificada, Braga acredita que ele não estará 100% recuperado a tempo do torneio. O curto intervalo entre a lesão e o início da competição torna incerto se o jogador conseguirá se recuperar plenamente a tempo de participar.

Uma avaliação cuidadosa da equipe médica é necessária, levando em consideração o tempo de tratamento e a retomada dos treinamentos. Neto acrescenta que, mesmo após a recuperação, é crucial realizar um preparo físico adequado, já que uma volta precoce ao esporte pode aumentar o risco de novas lesões.

“Quanto maior o tempo disponível para essa preparação, melhor tende a ser o resultado”, conclui Neto, embora reconheça que nem sempre há tempo ideal para isso.

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O que caracteriza uma lesão de grau dois na panturrilha?

Uma lesão muscular refere-se a qualquer dano nas fibras musculares, que geralmente ocorre devido a esforço físico excessivo. Isso pode levar as fibras a se esticarem ou contraírem além de sua capacidade.

Esse tipo de lesão pode ocorrer após treinos intensos, exercícios realizados quando o corpo já está cansado ou movimentos bruscos sem aquecimento adequado. As lesões são classificadas em graus: um (leve), dois (moderado) e três (grave).

Uma lesão de grau dois indica uma ruptura parcial das fibras do músculo afetado, que pode envolver entre 5% e 50% das fibras musculares. Embora não seja considerada uma lesão extremamente grave, ela requer cuidados e atenção no tratamento, conforme explica Braga.

Para comparação, uma lesão de grau um envolve um estiramento dos músculos com pouca ou nenhuma ruptura, enquanto uma lesão de grau três envolve ruptura total das fibras musculares ou separação do músculo do tendão, resultando em dor intensa e perda significativa da função muscular.

Sintomas de uma lesão de grau dois

Os sintomas de uma lesão de grau dois geralmente aparecem de forma repentina. Após a lesão, o paciente sente uma dor intensa na área afetada, acompanhada de dificuldade para movimentar o músculo, tanto para contrair quanto para alongar.

Atividades que antes eram simples podem se tornar desafiadoras ou até impossíveis de realizar. Também podem ocorrer hematomas, inchaço ou manchas arroxeadas, que indicam possível sangramento na região da lesão.

Tratamento para lesão de grau dois

O tratamento varia de acordo com o grau e a extensão do dano, mas a abordagem mais comum envolve descanso, uso de compressas de gelo e fisioterapia.

Nos casos mais severos, é necessária uma reabilitação gradual, onde o retorno aos exercícios deve ser feito aos poucos, aumentando progressivamente a carga e a intensidade. O ortopedista e médico do esporte Roger Toshimitsu menciona que terapias regenerativas, como o Plasma Rico em Plaquetas (PRP), podem ser aplicadas para acelerar a cicatrização, embora a eficácia desse tratamento ainda não seja totalmente comprovada.

De forma geral, a recuperação exige monitoramento diário e acompanhamento da reabilitação sessão a sessão.

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Fonte: saude.abril.com.br

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