Uganda confirmou, nesta segunda-feira (25/5), dois novos casos de Ebola, elevando o total para sete infecções desde o início do surto. Os novos pacientes são profissionais de saúde que atuam em uma unidade privada na capital, Kampala, e estão recebendo tratamento em uma unidade especializada.
uganda: cenário e impactos
O Ministério da Saúde do país informou que as equipes de vigilância já iniciaram o rastreamento de pessoas que tiveram contato com os novos casos, com o objetivo de conter a propagação do vírus. O surto está ligado à cepa Bundibugyo do Ebola, que também afeta a República Democrática do Congo, onde o número de casos suspeitos já ultrapassa 900, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A OMS classificou a situação como uma emergência de saúde pública de interesse internacional. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que já foram confirmados 101 casos laboratoriais no atual surto.
A transmissão do Ebola ocorre principalmente por contato com fluidos corporais de pessoas infectadas ou de animais, como morcegos e primatas. A doença, que foi identificada pela primeira vez em 1976, é considerada uma das mais graves da África subsaariana devido à sua alta taxa de mortalidade e à dificuldade de contenção em algumas regiões.
Como medida de prevenção, as autoridades de saúde estão intensificando as campanhas de conscientização sobre os riscos e formas de transmissão do vírus, além de reforçar os protocolos de segurança nas unidades de saúde.
O Ebola é uma zoonose, e o contato com sangue, órgãos ou fluidos corporais de animais infectados pode levar à infecção em humanos. Após a infecção, a transmissão entre pessoas ocorre por meio do contato direto com fluidos corporais.
O aumento dos casos em Uganda destaca a importância da vigilância contínua e da colaboração internacional para enfrentar surtos de doenças infecciosas. A comunidade internacional deve permanecer atenta e solidária às ações de contenção e tratamento.
Fonte: metropoles.com