Sintomas de aborto: como identificá-los e o que fazer
Sintomas de aborto: como identificá-los e o que fazer

Se você está grávida e começa a sentir algo diferente, como dor abdominal intensa ou sangramento, é normal se preocupar. Muitas mulheres já passaram por essa situação angustiante e entender os sintomas de um aborto pode ser crucial para a saúde da mãe e do bebê. Os sintomas mais comuns incluem febre e calafrios, corrimento vaginal com mau cheiro, perda de sangue pela vagina, dor abdominal forte e ausência de movimentos fetais por mais de 5 horas.

O aborto espontâneo, que é a perda gestacional até a 20ª semana de gravidez, pode ocorrer de forma repentina e é mais comum do que se imagina. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 15% das gestações terminam em aborto espontâneo. Entre as principais causas estão má formação fetal, infecções, traumas e doenças como diabetes e hipertensão sem controle adequado.

Em caso de suspeita de aborto, é fundamental que a mulher procure um hospital o mais rápido possível. O médico realizará uma avaliação e, se necessário, iniciará o tratamento adequado.

Principais sintomas de aborto

Os principais sintomas que podem indicar um aborto incluem:

  1. Febre e calafrios;
  2. Corrimento vaginal com mau cheiro;
  3. Perda de sangue pela vagina, que pode começar com uma cor amarronzada;
  4. Dor abdominal forte, semelhante a cólicas menstruais intensas;
  5. Perda de líquidos pela vagina, com ou sem dor;
  6. Expulsão de coágulos de sangue ou tecidos;
  7. Dor de cabeça intensa ou constante;
  8. Ausência de movimentos fetais por mais de 5 horas.

Se você apresentar esses sintomas, é essencial ir ao hospital imediatamente e relatar ao médico o que está sentindo. O profissional pode solicitar exames para verificar a saúde do bebê e, se necessário, indicar tratamentos que podem incluir medicamentos e repouso absoluto.

Como confirmar o aborto

A confirmação do aborto espontâneo é realizada principalmente por meio do ultrassom transvaginal, após uma avaliação inicial dos sintomas e exame ginecológico. O obstetra pode também solicitar a dosagem de beta-hCG quantitativo, especialmente se o ultrassom não for conclusivo ou se não houver gestação visualizada.

Diferenciando aborto de menstruação

Às vezes, pode ser difícil distinguir entre o sangramento de uma menstruação atrasada e o de um aborto. O sangramento do aborto tende a ser mais avermelhado, abundante e pode conter coágulos maiores e tecidos. Já o sangramento menstrual é geralmente marrom e pode ser contido por absorventes.

Como evitar um aborto

A prevenção do aborto pode ser feita através de algumas medidas. É importante evitar o consumo de bebidas alcoólicas e não tomar medicamentos sem orientação médica. Além disso, a grávida deve praticar exercícios leves e realizar acompanhamento pré-natal, comparecendo a todas as consultas e exames solicitados.

Algumas mulheres têm maior risco de aborto e devem ser acompanhadas semanalmente por um médico.

Tipos de aborto

O aborto pode ser classificado de várias maneiras:

  • Incompleto: quando ocorre a expulsão de parte do conteúdo uterino;
  • Completo: quando todo o conteúdo é expelido;
  • Retido: quando o feto permanece morto no útero por 4 semanas ou mais.

Além disso, o aborto pode ser precoce (antes da 12ª semana) ou tardio (entre a 12ª e a 20ª semana de gestação). Em alguns casos, ele pode ser induzido por motivos terapêuticos.

O que fazer após um aborto

Após um aborto, a mulher deve ser avaliada por um médico para verificar se ainda há vestígios do embrião no útero. Caso haja, pode ser necessária uma curetagem. O médico pode também prescrever medicamentos ou realizar uma cirurgia para a retirada imediata do feto.

Possíveis consequências do aborto

Após um aborto, algumas mulheres podem enfrentar consequências psicológicas, como culpa, ansiedade e depressão. As complicações físicas são mais comuns em abortos provocados, especialmente em condições inadequadas, podendo incluir:

  • Perfuração do útero;
  • Retenção de restos da placenta, levando a infecções;
  • Tétano, se o procedimento for realizado em condições sanitárias precárias;
  • Esterilidade, devido a danos irreversíveis ao aparelho reprodutor;
  • Inflamações nas trompas e no útero, que podem se espalhar pelo corpo.

As complicações podem se agravar conforme o avanço da gestação e, no caso de aborto espontâneo, a falta de acompanhamento médico pode aumentar o risco de infecções devido à permanência de restos embrionários no organismo.

Se você está passando por essa situação, não hesite em buscar ajuda médica. O suporte adequado pode fazer toda a diferença na sua recuperação física e emocional.

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