Entendendo a espondilite anquilosante: sintomas, causas e opções de tratamento
Entendendo a espondilite anquilosante: sintomas, causas e opções de tratamento

A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória crônica que afeta principalmente a coluna vertebral e as grandes articulações do corpo, como quadris, ombros e joelhos. Para muitas pessoas que convivem com essa condição, o dia a dia pode ser desafiador. A dor nas costas, a rigidez matinal e a dificuldade para se movimentar são apenas alguns dos sintomas que tornam as atividades cotidianas mais difíceis. Você pode se sentir frustrado ao perceber que, ao acordar, a rigidez na coluna torna simples movimentos um verdadeiro desafio.

Estima-se que mais de 15 milhões de brasileiros sofram com doenças reumáticas, incluindo a espondilite anquilosante, segundo dados do Ministério da Saúde. Essa condição, também conhecida como espondiloartrite axial, muitas vezes começa nas articulações do quadril ou do ombro, progredindo gradualmente para afetar todas as vértebras da coluna.

Se você convive com dores nas articulações, rigidez ao acordar ou dificuldade para se movimentar, saiba que não está sozinho. Mais de 15 milhões de brasileiros sofrem com artrose e artrite — e muitos já encontraram no cuidado diário com as articulações uma forma de recuperar a qualidade de vida que a dor havia roubado.

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Sintomas da espondilite anquilosante

Os principais sintomas da espondilite anquilosante incluem:

  • Dor lombar que melhora durante o exercício e piora em repouso;
  • Rigidez matinal e dificuldade para virar o rosto para o lado;
  • Dor nas nádegas e/ou na parte de trás das pernas;
  • Dificuldade para respirar profundamente;
  • Dormência e/ou formigamento nos braços ou pernas;
  • Curvatura das costas, com projeção da cabeça para frente;
  • Dor ou sensibilidade que irradia para costelas, ombros, quadris, coxas, joelhos e/ou calcanhar;

Além disso, é comum que a pessoa apresente inchaço nas articulações, cansaço excessivo e apatia. Os sintomas costumam surgir gradualmente e, ao longo dos anos, tornam-se mais frequentes e intensos. Quando não diagnosticada e tratada, a espondilite anquilosante pode levar a complicações, como a fasciíte plantar e a uveíte, que é a inflamação da úvea, parte do olho.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da espondilite anquilosante deve ser realizado por um ortopedista ou reumatologista. O médico avaliará o histórico de saúde do paciente, os sintomas apresentados e a presença de outras doenças associadas, como psoríase ou doença inflamatória intestinal. Exames de imagem, como raio-X ou ressonância magnética, são frequentemente solicitados para avaliar a articulação sacroilíaca e a coluna. Além disso, exames de sangue, como a proteína C reativa e o teste para o gene HLA-B27, podem ser indicados.

Causas da espondilite anquilosante

A causa exata da espondilite anquilosante ainda não é completamente compreendida. No entanto, acredita-se que esteja relacionada a uma mutação no gene HLA-B27, que pode desencadear respostas anormais do sistema imunológico, afetando os ossos da coluna e articulações. É importante notar que nem todas as pessoas com essa mutação desenvolvem a doença. Fatores de risco incluem ser homem, ter menos de 40 anos e um histórico familiar da condição.

Tratamento da espondilite anquilosante

O tratamento da espondilite anquilosante varia conforme a gravidade dos sintomas e pode incluir:

1. Exercícios físicos

A prática regular de exercícios, como natação, Pilates e dança, é fundamental. Eles ajudam a manter as articulações em movimento, aliviando os sintomas e prevenindo a progressão da doença. É essencial que os exercícios sejam realizados com a supervisão de um profissional qualificado.

2. Fisioterapia

A fisioterapia é uma parte importante do tratamento, com foco em exercícios de alongamento e fortalecimento. Essas sessões ajudam a melhorar a mobilidade e a postura, aliviando a dor.

3. Medicamentos

Os medicamentos frequentemente prescritos incluem:

  • Anti-inflamatórios, como ibuprofeno;
  • Analgésicos, como paracetamol;
  • Corticoides, aplicados diretamente na articulação;
  • Terapia biológica, com medicamentos anti-TNF;
  • Imunossupressores, como metotrexato.

Esses medicamentos são indicados quando os sintomas são intensos e afetam a qualidade de vida.

4. Cirurgia

Em casos mais graves, a cirurgia pode ser necessária para corrigir problemas estruturais e melhorar a amplitude de movimento.

Possíveis complicações

As complicações da espondilite anquilosante podem incluir:

  • Uveíte;
  • Fraturas vertebrais;
  • Fibrose pulmonar;
  • Síndrome da cauda equina;
  • Problemas cardiovasculares.

Por isso, é crucial seguir o tratamento recomendado pelo médico e realizar acompanhamento regular para evitar complicações.

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