A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) estima que o Lúpus afeta entre 150 mil e 300 mil pessoas no Brasil, principalmente mulheres jovens. Informação e acompanhamento médico são essenciais no controle da doença.
lúpus: cenário e impactos
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória, autoimune e crônica, caracterizada pela diversidade de suas manifestações clínicas. Frequentemente, se manifesta em mulheres jovens, com idade entre 20 e 45 anos, podendo também afetar adolescentes.
A SBR alerta que o controle e o tratamento começam pela conscientização do paciente sobre a doença e seus sintomas. “Pode ser uma doença de fácil manejo, mas também pode ser muito grave. Por isso, é fundamental procurar um médico rapidamente”, afirma o presidente da SBR, José Eduardo Martinez. O diagnóstico e a gravidade da doença dependem da avaliação médica, considerando as manifestações e os órgãos afetados.
A precocidade do diagnóstico é crucial para um tratamento eficaz e pode determinar uma melhor resposta clínica. No Brasil, a SBR estima que o Lúpus já afeta entre 150 mil e 300 mil pessoas, mas não há números exatos sobre a prevalência da doença.
Os especialistas indicam que o tempo médio entre o primeiro sintoma e o diagnóstico pode variar de 4 a 7 anos, ressaltando a importância da atenção aos sinais da doença. Embora a maioria das pessoas apresente manifestações cutâneas e articulares, os sintomas podem afetar diversos órgãos, de forma lenta ou rápida, e variam entre fases de atividade e remissão.
Um dos indicadores mais preocupantes é a inflamação dos rins (nefrite), que pode levar a estados graves e à necessidade de diálise. A doença também pode causar inflamação nas membranas do coração e dos pulmões.
Reconhecem-se dois tipos principais de Lúpus: o Lúpus cutâneo, que apresenta manchas na pele, e o Lúpus eritematoso sistêmico, que compromete múltiplos órgãos, além de causar quadros cutâneos e articulares.
Os sintomas gerais incluem febre, emagrecimento, perda de apetite, fraqueza e desânimo. Sintomas específicos variam conforme o órgão afetado, como dor nas articulações, manchas na pele, anemia e problemas renais.
O tratamento do Lúpus depende do tipo de manifestação e deve ser individualizado. O reumatologista Dr. Odirlei Andre Monticielo, coordenador da Comissão de LES da SBR, afirma que o foco é controlar a atividade da doença e prevenir danos irreversíveis aos órgãos.
O diagnóstico do LES é feito pelo reconhecimento dos sintomas e sinais da doença, associado a exames laboratoriais. A avaliação do reumatologista é fundamental para confirmar a possibilidade da doença.
Medidas de proteção, como o uso de fotoprotetores, suspensão do tabagismo, alimentação balanceada e atividade física regular são essenciais. Embora não haja cura, o controle da doença é possível, e a maioria dos pacientes requer acompanhamento regular com um reumatologista.
A SBR disponibiliza gratuitamente uma cartilha informativa sobre o Lúpus Eritematoso Sistêmico, disponível no site www.reumatologia.org.br.
Cenário da doença:
- Estima-se que entre 150 mil a 300 mil pessoas no Brasil têm Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES).
- A prevalência é maior em mulheres, principalmente na faixa etária entre 20 e 45 anos.
- Reconhecem-se dois tipos principais de Lúpus: cutâneo e sistêmico.
- O diagnóstico é feito por um reumatologista, com base em sintomas e exames específicos.
- O controle da doença depende da conscientização do paciente e adesão ao tratamento.
- O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) não é contagioso.
Sobre a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR)
A SBR é uma associação civil científica, sem fins lucrativos, fundada em 15 de julho de 1949, no Rio de Janeiro, com um importante papel no desenvolvimento da reumatologia no Brasil e no cenário internacional.