A atriz inglesa Emilia Clarke, famosa por seu papel como Daenerys Targaryen em Game of Thrones, compartilhou detalhes sobre suas complicações de saúde relacionadas a aneurismas cerebrais, que ocorreram durante as gravações da série. Em uma recente entrevista, ela também revelou que esses desafios pessoais a levaram a considerar o congelamento de óvulos como uma forma de preservar sua fertilidade.
Atualmente com 39 anos, Clarke enfrentou hemorragias cerebrais na primeira temporada do seriado, em 2011, e passou por uma cirurgia dois anos depois para tratar o problema. No entanto, a gravidade de sua condição só foi revelada ao público em 2019, ano da última temporada da série, quando a atriz confessou que temeu pela própria vida.
Entendendo o aneurisma cerebral de Emilia Clarke
Um aneurisma cerebral ocorre quando há um enfraquecimento nas paredes de uma artéria do cérebro, resultando em uma dilatação anormal que se projeta como um “balão”. Muitas vezes, essa condição é assintomática, o que dificulta o diagnóstico até que ocorra uma crise potencialmente fatal.
Os problemas se agravam quando o aneurisma se rompe, levando a um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico. Isso foi exatamente o que aconteceu com Emilia em 2011, exigindo uma intervenção de urgência para salvar sua vida e evitar sequelas. Durante esse período, a atriz enfrentou um quadro temporário de afasia, que é a dificuldade de falar, mas conseguiu se recuperar.
Na época da primeira crise, ela também descobriu outro aneurisma que necessitou de monitoramento. Em uma cirurgia corretiva, o aneurisma se rompeu, exigindo uma intervenção mais invasiva. Apesar dos danos cerebrais imediatos, ela não apresentou sequelas a longo prazo.
A ocorrência de aneurismas pode ser atribuída a diversos fatores. Embora o estresse que Emilia enfrentou no início da série não seja uma causa direta, pode atuar como um gatilho para outros fatores de risco, como hipertensão arterial. Além disso, aneurismas podem ser causados por aterosclerose, fatores genéticos e hábitos de vida, como o consumo excessivo de álcool e tabaco.
A decisão de congelar óvulos
Na entrevista, Clarke mencionou que os sustos de saúde e a perda de seu pai em 2016 a fizeram repensar sua vida e considerar a possibilidade de ser mãe no futuro. Como resultado, ela optou pelo congelamento de óvulos para garantir sua fertilidade.
O congelamento de óvulos é um procedimento recomendado até os 35 anos, quando a reserva ovariana começa a diminuir rapidamente. Clarke comentou que passou por esse processo exatamente nessa idade, e observou que muitas mulheres estão fazendo o mesmo atualmente. “É uma experiência universal”, disse ela.
Após um tratamento de estimulação ovariana, a coleta dos óvulos é realizada, semelhante ao que acontece antes de uma fertilização in vitro (FIV). No entanto, o objetivo aqui não é fecundar os óvulos imediatamente, mas sim preservá-los para o futuro. Essa técnica permite que as mulheres tenham mais facilidade para engravidar anos depois, reduzindo os riscos associados ao envelhecimento. Com a tecnologia adequada, os óvulos podem ser armazenados por mais de uma década.
Fonte: saude.abril.com.br