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Muitas pessoas acreditam que o vinagre é uma solução eficaz para higienizar frutas e verduras, confiando em sua capacidade de eliminar bactérias, vírus e até mesmo agrotóxicos. Essa prática, amplamente divulgada nas redes sociais, pode parecer simples e econômica, mas especialistas alertam que o vinagre, por si só, não é suficiente para garantir a segurança alimentar.

Embora o vinagre possa reduzir alguns microrganismos presentes na superfície dos alimentos, ele não substitui os métodos adequados de limpeza recomendados por órgãos de saúde. A nutricionista Beatriz Fausto, de Brasília, destaca que existe um mito em torno da eficácia do vinagre na higienização de frutas e verduras. Segundo ela, muitos defensivos agrícolas conseguem penetrar nos alimentos, tornando a lavagem superficial ineficaz.

O procedimento correto para higienização começa com a lavagem em água corrente, que ajuda a remover sujeiras visíveis. Para frutas com casca firme, como maçãs e peras, é recomendado esfregar a parte externa com água e sabão. Após essa etapa, os alimentos devem ser submersos em uma solução clorada própria para alimentos ou em água sanitária sem perfume e aditivos, seguindo as proporções indicadas por especialistas.

A falta de uma higienização adequada pode levar a intoxicações alimentares e doenças como salmonelose, giardíase e infecções por Escherichia coli. Os principais microrganismos envolvidos incluem Salmonella, Shigella, Campylobacter e vírus como hepatite A e norovírus. A contaminação pode ocorrer através de água imprópria, irrigação contaminada ou manipulação inadequada dos alimentos.

Embora estudos indiquem que o ácido acético presente no vinagre pode reduzir a carga microbiana, o infectologista Vitoriano ressalta que esse método não garante a eliminação total dos patógenos. Grupos vulneráveis, como crianças, idosos e gestantes, estão em maior risco de desenvolver complicações graves após consumir alimentos contaminados, incluindo meningite, septicemia e infecções neurológicas.

Os sintomas mais comuns de intoxicação alimentar incluem diarreia, vômitos, náuseas, dor abdominal e febre. Em casos mais graves, a infecção pode evoluir para quadros críticos, como sangue nas fezes, febre alta, desidratação intensa e dores abdominais severas, que exigem avaliação médica imediata.

Além disso, especialistas apontam erros frequentes na higienização, como tempo insuficiente de lavagem, falta de fricção e descuido em áreas de difícil acesso dos alimentos. Confiar apenas no vinagre pode criar uma falsa sensação de segurança. Portanto, a recomendação é seguir métodos adequados de higienização para reduzir os riscos de contaminação alimentar e garantir a saúde na hora de consumir frutas e verduras.

Fonte: metropoles.com

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