na região do ABC paulista, que faz parte da metropolitana da capital. Essa medida foi tomada após a confirmação de um caso em um macaco na cidade de Santo André, conforme divulgado no boletim do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) nesta segunda-feira, 25.
A Secretaria enfatiza que os macacos não são transmissores da doença, mas a presença do vírus em primatas indica um risco de disseminação em áreas de mata, parques e regiões próximas a corredores ecológicos. Portanto, a imunização da população é crucial neste momento. “Os primatas funcionam como sentinelas da circulação do vírus e ajudam as equipes de saúde a identificar áreas de risco”, afirma a secretaria em nota.
A febre amarela é transmitida pela picada de mosquitos. As infecções podem ocorrer em ciclos silvestres, onde o vírus circula entre macacos e mosquitos em áreas de mata, ou no ciclo urbano, que ocorre em cidades e tem o mosquito como principal vetor.
Quem pode se vacinar
O oferece a vacina contra febre amarela para toda a população. O esquema vacinal recomendado é:
- Crianças: uma dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos;
- Pessoas que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos: devem receber reforço;
- Pessoas de 5 a 59 anos não vacinadas: dose única;
- Pessoas vacinadas com dose fracionada em 2018: devem verificar a necessidade de atualização da caderneta.
Em Santo André, crianças entre seis e oito meses poderão receber a chamada “dose zero” da vacina, uma aplicação extra oferecida em situações de risco ou surto. A secretaria alerta que a dose zero serve como proteção precoce, mas não substitui as aplicações previstas no calendário vacinal regular.
Ainda, gestantes e mulheres que estejam amamentando crianças de até seis meses também poderão ser vacinadas, desde que passem por avaliação médica. Em outros contextos, a imunização não costuma ser recomendada para esse público. Idosos também fazem parte do público-alvo dessa ação de reforço da vacinação.
A aplicação do imunizante será reforçada nos demais municípios do Grande ABC: São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Nessas cidades, as vacinas serão destinadas somente para pessoas a partir dos nove meses de idade que ainda não receberam o imunizante, estão com o esquema vacinal incompleto ou que moram, trabalham ou circulam em áreas de risco.
Pessoas que receberam a dose fracionada da vacina contra a febre amarela em 2018 devem receber uma , especialmente aquelas que residem ou irão se deslocar para regiões com circulação comprovada do vírus. Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida, de acordo com as recomendações da .
Febre amarela alerta São Paulo
Em 2026, o estado de São Paulo confirmou nove casos de febre amarela em humanos, com cinco mortes. Todos os pacientes não tinham histórico de vacinação. Por isso, a secretaria estadual está orientando os municípios a facilitar o acesso às vacinas e realizar a busca ativa de pessoas não imunizadas.
A prioridade são moradores de áreas rurais ou de mata, entorno de parques e unidades de conservação, trabalhadores rurais, turistas e pessoas com deslocamento frequente para locais com risco de transmissão.
Transmissão e sintomas da febre amarela
A febre amarela é uma doença viral transmitida pela picada de mosquitos infectados. Ela tem dois ciclos de transmissão: silvestre e urbano. No ciclo silvestre, o vírus circula principalmente entre macacos e mosquitos que vivem em áreas de mata. Os primatas não transmitem a doença diretamente para as pessoas, mas funcionam como hospedeiros do vírus e também adoecem.
Os seres humanos podem ser infectados ao entrar em regiões de mata e serem picados por mosquitos contaminados. No ciclo urbano, a transmissão ocorre pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da , e . Nesse caso, o mosquito pica uma pessoa infectada e transmite o vírus para outras. No entanto, o Brasil não registra casos de febre amarela urbana desde 1942.
Os sintomas iniciais da doença são:
- Início súbito de febre
- Dores no corpo em geral
- Calafrios
- Náuseas e vômitos
- Dor de cabeça intensa
- Fadiga
- Dores nas costas
- Fraqueza
A maioria das pessoas melhora após estes sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença. Em casos graves, a pessoa infectada pode desenvolver sintomas como febre alta, hemorragia, (daí o nome “febre amarela”) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.
Dúvidas sobre vacinação?
O Governo de SP criou o portal “”, com respostas para as perguntas mais frequentes sobre vacinação feitas nos buscadores da internet. A ferramenta esclarece questões sobre efeitos colaterais, eficácia das vacinas, doenças imunopreveníveis e os riscos da não imunização.
Fonte: saude.abril.com.br